
Antes da Gripe Suína, antes dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, antes do golaço de Ronaldo, houve um fato que gerou muita notícia nesses dias: O fim do Finasa Osasco, o time patrocinado pelo Bradesco e que era um dos maiores vencedores na história do Volleyball brasileiro. O que leva um time tão vitorioso e suas atletas a ficarem desempregadas depois de cumprirem um dos ciclos mais vitoriosos da história dos esportes no Brasil?.
Um fato é a crise econômica. Num cenário de incerteza, o patrocinador vai tentar economizar de todos os lados verbas publicitárias e buscar manter o seu nível de lucro. O Bradesco teve um ano onde perdeu o posto de maior banco privado do país para o Itaú-Unibanco e vai tentar a todos os custos se aproximar do rival. Outro é a política da Globo que, embora se diga incentivadora dos esportes "amadores", não os ajuda quando se recusa a divulgar o nome dos times como devem ser falados. Afinal de contas, o Osasco que a Globo falava em suas trasnmissões era o Finasa-Osasco. Assim era o seu nome. O Cimed-Florianópolis também.
Isso prejudica esses times no seguinte sentido: Qual o objetivo de uma empresa que não tem nenhuma relação com o esporte patrocinar o seu time?. Simples, Marketing, investimento em propaganda. Se o patrocinador não tem a imagem ou nome veiculado no canal de transmissão, não há justificativa para o investimento. Nisso a Globo, que é contra o marketing indireto ou duplo (aquele onde a empresa aparece sem pagar nada a Plim-plim, como nas paredes dos clubes de futebol, cheia de patrocínios.) ajuda a não incentivar o esporte.
Outra coisa que atrapalha os esportes amadores é o seguinte, não há equipes fortes, tradicionais, ligadas à grandes cidades, e que tenham marcas fortes. Basta se fazer uma pergunta para perceber, quantos times que não sejam de futebol você conhece? quais deles existem a mais de 20 anos?. Não há um sequer. Quando o patrocinador sai, acaba o projeto. Foi assim com o Votorantim Futsal em Recife, com o Supergasbrás no Rio, e vários outros. Para solucionar isso as federações de vôlei e basquete, e de outros esportes tentam fazer outra coisa que na minha opinião é outro equívoco: chamar os clubes de futebol para atuar em outros esportes.
A lógica é simples, o futebol tem os seus fãs, seu estilo e seu público, que é imenso, mas tem um problema, muita gente não sabe ou nunca ouviu falar no Vôlei ou no Basquete. E vem uma coisa que se não faz bem no futebol, imagina dentro de um ginásio, que são as torcidas organizadas. Vide o exemplo do Flamengo, que nas finais da NBB ano passado contra o Brasília sofreu com episódios de bombas e confusão dentro da quadra. Lugar de torcedor de futebol é no estádio. Nas quadras, uma cidade como São Paulo, Belo Horizonte ou Curitiba tem condições de colocar dez a quinze mil pessoas tranquilo dentro de seus ginásios, sejam eles Coxa Branca, Cruzeirenses, Corinthianos ou Palmeirenses, mas naquele momento torcedores do time da cidade de basquete ou de Võlei.
Como fazer isso? clubes ou equipes das cidades, sem ligação à patrocinador ou a clube de futebol. Ligas negociando contratos de patrocínios para todos os times, fornecedores de materiais e de passagens também. Vender a marca dos times das cidades: Camisas, bonés, chaveiros e até cueca, por que não? O importante é nao depender de patrocínio, que vem e vai junto com os projetos das empresas, nem dos clubes de futebol, que já têm os problemas deles.
Assim tenho certeza que eu, torcedor do Sport, iria sem problema com meu amigo torcedor do Santa Cruz, a um jogo de basquete no Geraldão torcer pelo Recife. Algo que não acontecer se fosse um clássico Santa e Sport.
Um fato é a crise econômica. Num cenário de incerteza, o patrocinador vai tentar economizar de todos os lados verbas publicitárias e buscar manter o seu nível de lucro. O Bradesco teve um ano onde perdeu o posto de maior banco privado do país para o Itaú-Unibanco e vai tentar a todos os custos se aproximar do rival. Outro é a política da Globo que, embora se diga incentivadora dos esportes "amadores", não os ajuda quando se recusa a divulgar o nome dos times como devem ser falados. Afinal de contas, o Osasco que a Globo falava em suas trasnmissões era o Finasa-Osasco. Assim era o seu nome. O Cimed-Florianópolis também.
Isso prejudica esses times no seguinte sentido: Qual o objetivo de uma empresa que não tem nenhuma relação com o esporte patrocinar o seu time?. Simples, Marketing, investimento em propaganda. Se o patrocinador não tem a imagem ou nome veiculado no canal de transmissão, não há justificativa para o investimento. Nisso a Globo, que é contra o marketing indireto ou duplo (aquele onde a empresa aparece sem pagar nada a Plim-plim, como nas paredes dos clubes de futebol, cheia de patrocínios.) ajuda a não incentivar o esporte.
Outra coisa que atrapalha os esportes amadores é o seguinte, não há equipes fortes, tradicionais, ligadas à grandes cidades, e que tenham marcas fortes. Basta se fazer uma pergunta para perceber, quantos times que não sejam de futebol você conhece? quais deles existem a mais de 20 anos?. Não há um sequer. Quando o patrocinador sai, acaba o projeto. Foi assim com o Votorantim Futsal em Recife, com o Supergasbrás no Rio, e vários outros. Para solucionar isso as federações de vôlei e basquete, e de outros esportes tentam fazer outra coisa que na minha opinião é outro equívoco: chamar os clubes de futebol para atuar em outros esportes.
A lógica é simples, o futebol tem os seus fãs, seu estilo e seu público, que é imenso, mas tem um problema, muita gente não sabe ou nunca ouviu falar no Vôlei ou no Basquete. E vem uma coisa que se não faz bem no futebol, imagina dentro de um ginásio, que são as torcidas organizadas. Vide o exemplo do Flamengo, que nas finais da NBB ano passado contra o Brasília sofreu com episódios de bombas e confusão dentro da quadra. Lugar de torcedor de futebol é no estádio. Nas quadras, uma cidade como São Paulo, Belo Horizonte ou Curitiba tem condições de colocar dez a quinze mil pessoas tranquilo dentro de seus ginásios, sejam eles Coxa Branca, Cruzeirenses, Corinthianos ou Palmeirenses, mas naquele momento torcedores do time da cidade de basquete ou de Võlei.
Como fazer isso? clubes ou equipes das cidades, sem ligação à patrocinador ou a clube de futebol. Ligas negociando contratos de patrocínios para todos os times, fornecedores de materiais e de passagens também. Vender a marca dos times das cidades: Camisas, bonés, chaveiros e até cueca, por que não? O importante é nao depender de patrocínio, que vem e vai junto com os projetos das empresas, nem dos clubes de futebol, que já têm os problemas deles.
Assim tenho certeza que eu, torcedor do Sport, iria sem problema com meu amigo torcedor do Santa Cruz, a um jogo de basquete no Geraldão torcer pelo Recife. Algo que não acontecer se fosse um clássico Santa e Sport.
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