Negócios e Esportes

sábado, 2 de maio de 2009

E o esporte "amador" no Brasil?


Antes da Gripe Suína, antes dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, antes do golaço de Ronaldo, houve um fato que gerou muita notícia nesses dias: O fim do Finasa Osasco, o time patrocinado pelo Bradesco e que era um dos maiores vencedores na história do Volleyball brasileiro. O que leva um time tão vitorioso e suas atletas a ficarem desempregadas depois de cumprirem um dos ciclos mais vitoriosos da história dos esportes no Brasil?.

Um fato é a crise econômica. Num cenário de incerteza, o patrocinador vai tentar economizar de todos os lados verbas publicitárias e buscar manter o seu nível de lucro. O Bradesco teve um ano onde perdeu o posto de maior banco privado do país para o Itaú-Unibanco e vai tentar a todos os custos se aproximar do rival. Outro é a política da Globo que, embora se diga incentivadora dos esportes "amadores", não os ajuda quando se recusa a divulgar o nome dos times como devem ser falados. Afinal de contas, o Osasco que a Globo falava em suas trasnmissões era o Finasa-Osasco. Assim era o seu nome. O Cimed-Florianópolis também.

Isso prejudica esses times no seguinte sentido: Qual o objetivo de uma empresa que não tem nenhuma relação com o esporte patrocinar o seu time?. Simples, Marketing, investimento em propaganda. Se o patrocinador não tem a imagem ou nome veiculado no canal de transmissão, não há justificativa para o investimento. Nisso a Globo, que é contra o marketing indireto ou duplo (aquele onde a empresa aparece sem pagar nada a Plim-plim, como nas paredes dos clubes de futebol, cheia de patrocínios.) ajuda a não incentivar o esporte.

Outra coisa que atrapalha os esportes amadores é o seguinte, não há equipes fortes, tradicionais, ligadas à grandes cidades, e que tenham marcas fortes. Basta se fazer uma pergunta para perceber, quantos times que não sejam de futebol você conhece? quais deles existem a mais de 20 anos?. Não há um sequer. Quando o patrocinador sai, acaba o projeto. Foi assim com o Votorantim Futsal em Recife, com o Supergasbrás no Rio, e vários outros. Para solucionar isso as federações de vôlei e basquete, e de outros esportes tentam fazer outra coisa que na minha opinião é outro equívoco: chamar os clubes de futebol para atuar em outros esportes.

A lógica é simples, o futebol tem os seus fãs, seu estilo e seu público, que é imenso, mas tem um problema, muita gente não sabe ou nunca ouviu falar no Vôlei ou no Basquete. E vem uma coisa que se não faz bem no futebol, imagina dentro de um ginásio, que são as torcidas organizadas. Vide o exemplo do Flamengo, que nas finais da NBB ano passado contra o Brasília sofreu com episódios de bombas e confusão dentro da quadra. Lugar de torcedor de futebol é no estádio. Nas quadras, uma cidade como São Paulo, Belo Horizonte ou Curitiba tem condições de colocar dez a quinze mil pessoas tranquilo dentro de seus ginásios, sejam eles Coxa Branca, Cruzeirenses, Corinthianos ou Palmeirenses, mas naquele momento torcedores do time da cidade de basquete ou de Võlei.

Como fazer isso? clubes ou equipes das cidades, sem ligação à patrocinador ou a clube de futebol. Ligas negociando contratos de patrocínios para todos os times, fornecedores de materiais e de passagens também. Vender a marca dos times das cidades: Camisas, bonés, chaveiros e até cueca, por que não? O importante é nao depender de patrocínio, que vem e vai junto com os projetos das empresas, nem dos clubes de futebol, que já têm os problemas deles.

Assim tenho certeza que eu, torcedor do Sport, iria sem problema com meu amigo torcedor do Santa Cruz, a um jogo de basquete no Geraldão torcer pelo Recife. Algo que não acontecer se fosse um clássico Santa e Sport.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Como resolver a violência nos estádios!?

Há anos que me pergunto qual seria a melhor alternativa para a questão da violência nos jogos de futebol no Brasil. Temos todos a noção de que toda essa violência gerada dentro e fora de campo nos dias de jogos tem feito muito mal ao futebol, espantando os bons torcedores, aqueles que geram receita para os clubes e não são desordeiros. Qual seria a melhor alternativa?.

Se fala muito em coibir a violência com maiores esquemas de segurança por parte da polícia, que na minha opinião não era nem para estar ali, era para estar na ruas. Jogo de futebol é um evento particular e a segurança deveria ser particular também dentro dos estádios. Polícia somente na rua. Mas o que vemos é que não importa o esquema adotado, sempre os desordeiros se encontram e como dizem aqui na minha terra: "o pau come!".

Aumentar os preços dos ingressos?. É uma alternativa, a Inglaterra fez isso e lá deu certo. Mas não podemos comparar a renda dos ingleses com a nossa. O Sport aumentou muito seus ingressos em dia de jogos da libertadores. Tenho certeza que espantou os "malandros" que dizem que torcem pro time mas só iam ali para, como diz o canto da torcida: "vem roubar que você vai ser amarrar!". Mas, a bombonilha não fica tão bombonilha nesses dias e a reclamação tem sido grande. Há de se ter ingresso para todos os tipos de bolsos.

Uma coisa que sempre pensei que poderia dar certo é o esquema que tem sido adotado pelo Internacional de Porto Alegre. Lá você paga por mês um valor e tem direito a ver todos os jogos do seu time. Chega no dia que libera as vendas e os sócios trocam seus ingressos. Se sobrar, põe à venda. No último jogo do Inter pela Copa Sulamericana ano passado somente sócios foram ao estádio, e não se teve notícias de incidentes. Sendo sócio, o clube tem o cadastro do torcedor, fica fácil identificá-lo e puni-lo se ele fizer alguma besteira. Sem precisar o governo se meter e fazer cadastro e carteirinha de torcedor.

Só acho que, do jeito que tá, muitos dos que vão para os estádios não são torcedores, mas quem quer brigar e fazer bagunça.

Ah!, outra coisa, proibir a cervejinha no estádio (que está para o futebol assim como o arroz está para o feijão!) é outra coisa que não resolve nada.....



Yuri Andrade

domingo, 15 de fevereiro de 2009

NBA All Star Game

Hoje, acontece o All Star Game da NBA. Os fans escolhem via internet os jogadores que disputam uma partida que marca o meio da temporada. A cada ano, uma cidade é escolhida para ser a sede deste jogo. Há uma série de eventos e o que chama mais a atenção é a proximidade dos fans e dos jogadores.

Ao contrário do Brasil, onde o futebol é absoluto em popularidade, os Estados Unidos não possuem um esporte dominante em popularidade em seu público. Basquete, Futebol Americano e Baseball são mais populares. Por causa disto, as ligas são negócios que concorrem entre si, e os finais de semana das estrelas são, no final das contas, uma chance de promoção das ligas e dos seus jogadores.

A NBA, depois de uma ressaca pós Michael Jordan, parece estar reencontrando popularidade nos Estados Unidos, já que antes de 2008 as audiências dos jogos encontravam-se em queda livre. Duelos de times como Lakers - Celtics de volta e uma nova safra de bons jogadores como Kobe Bryant, Lebron James e Dwayne Wade estão trazendo os fãs de volta ao esporte. Por isso, lá nos EUA, carisma é uma palavra muito importe para uma liga ou um esporte ter sucesso. Ela faz vender produtos e, porque não, a liga também.

Um caso a parte é Shaquille O´Neal, ainda remanescente dos anos 90, o cara é um show a parte. Podemos estar vendo seus últimos jogos como profissional. Ele é um exemplo de jogador que se promove sem se tornar mascarado. É por isso que, por onde ele anda, o time vende mais camisas, as quadras andam mais cheias - Enfim, o cara chama dinheiro.

O link que coloco aqui é do site da NBA. Mostra a entrada de Shaq na apresentação dos jogadores no All Star Game. Vejam e dêem a sua opinião. A minha é a seguinte: Espetacular!!!



sábado, 14 de fevereiro de 2009

INTRO

Olá!!!!

A partir de hoje começo a escrever aqui no Blog minhas idéias sobre Negócios e Esportes. Como um pode ajudar ao outro a fazer de ligas e clubes negócios rentáveis, bem como ser uma boa opção de negócios para investidores. Assim como uma boa organização e uma pitada de organização pode alavancar esportes que não decolam no Brasil e quem sabe ajudar este país a ser tornar a tão sonhada potência olímpica que sempre se fala.

Não sou expert no assunto. Nem minhas idéias podem não ser as mais corretas, a idéia aqui é expor algumas das minhas opiniões e, quem sabe, debatê-las com interessados.

Espero que os poucos que venham a ler este blog se divirtam e encontrem uma boa opção e um bom espaço para debater sobre este tema.